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Cúmulo Diário

O ponto mais alto do seu dia.

Sou Oceano.

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Estive pensando.
Será que somos oceano?
As vezes raso, as vezes profundo.
Uns escuros, outros rodeando o mundo.
Essas pessoas tormentosas com suas grandes ondas, bravas e ferozes. São elas oceanos tempestivos?
Essas pessoas que tem um olhar profundo, um coração límpido como as águas azuis do findo mar, serão todas oceanos?
Serei eu um oceano?
Quando meu coração está escuro,
Quando meu coração se ilumina,
Serei um estranho?
Estranho oceano, que vai, mas que sempre volta. Sempre volta diferente.
Serei oceano, quando meus olhos sorrirem e meus labios se abrirem, iluminando as profundezas fazendo se ver do espaço.
Serei oceano também, quando as lágrimas descerem.
E nesse instante, terei certeza do que sou, quando sentir o gosto da pesada lágrima.
Lágrima essa, salgada como oceano.

D.Rios

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Aquela Música

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Meus caros, eu vou lhes contar uma coisa…

Ela ressoava como a mais perfeita harmonia dos sons.

Não era como uma miragem, era como uma viagem na verdade,

distante e nada sutil, como embarcar em um ônibus interestelar dos bons.

Meu coração deu uma batida em falso, não sou dramática mas o peito doeu, de fato.

Doeu tão docilmente, como uma tonelada de você.

Meu passageiro visionário, meu colega de quarto, meu café forte demais.

tudo bem agora que nada faz sentido?

tudo bem mesmo?

acho que até parou de chover,

por favor me diz que você conseguiu ver os pingos na janela.

Estou divagando, algo dentro de mim pergunta se isso é fumaça ou bruma,

minha vida anda tão turva, vou seguir minha estrada atrás destas bitucas,

ao som de Tame Impala.

D.r

Coisas sem Sentido

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É incrível como sempre faltará um pedaço de nós,

digo, crateras novas sempre irão surgir, mas temos aquele pequeno erro existencial, aquela falha genética, aquela dose de amor que nos faltou em algum ponto da história.

Nunca imaginei que chegaria até o mar, hoje sinto sua brisa tocar, sempre que possível, minha alma insólida.

Nunca imaginei que chegaria um dia amar, hoje cato meus cacos em cantos por aí.

Talvez não seja pra tanto, podemos nos acostumar com quase tudo, inclusive com a ideia de que somos seres estranhos e solitários.

O mundo se afundou em uma mediocridade tão gigantesca, que me deprime apenas ao andar pelas calçadas lotadas de pessoas tão ocupadas,

telefones gritando,

uma garota chorando, o cara que me pediu algumas moedas, o cara que quase me atropelou pois estava muito apressado, o cara que estranhou quando ofereci-lhe um sorriso, a mulher que me olhou torto por causa da minha calça colorida.

Não é possível que vocês também não estejam cansados de tanta futilidade universal,

não é possível que não possamos ser melhores que isso, jogando bombas uns nos outros como se estivessemos em algum jogo com os amigos.

Creio eu que se ao menos tivessemos  uma espécie de deus, não faço ideia do quanto ele estaria frustrado com toda essa chafurdação.

Bom, talvez eu tenha mergulhado tão fundo que já não entendo mais absolutamente nada,

afinal,

nada tem feito sentido mesmo, nem mesmo meu cabelo arrumado ao acordar.

 

D.Rios

Pare de Chover

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Sabe o que é uma obsessão? quando você fecha seus olhos e mesmo na escuridão da sua mente imagens passam impertinentemente, lembrando-o que você no fundo sempre será escravizado por algo ou alguém.

É impossível simplesmente conviver, simplesmente interagir e com isso alguma coisa aprender.

É impossível, em uma era onde máquinas arrancam nossas flores para plantar “novas” em seu lugar, que nós, legítimos infelizes, consigamos simplesmente viver.

As palavras mais estranhas do dicionário, as frases mais marcantes, dialetos complexos ou sinônimos da solidão. É como se eles me tivessem por completo, me transformando em uma eterna refém da poesia suja de esquina.

Mas o que é viver afinal?

Pegar meu café pela manhã fria de outono, ouvir uma chuva na madrugada ou simplesmente andar por uma rua sem fim.

Cometemos o cruel erro de deixarmo-nos absorver pela dor universal, por toda melancolia existente, por uma camada de ar tóxico que nos rodeia. Esquecemos por vezes, que somos universos, como se a cada sorriso uma estrela nascesse de uma explosão de algum lugar nessa galáxia.

As lágrimas? suponho que sejam elas tsunamis de chuvas reprimidas diariamente.

Tudo pode ser extremamente difícil, amigos, mas acredite em mim quando digo que a imensidão que há em nós supera absolutamente qualquer coisa.

Viver é sentir-se vivo.

D.Rios

Mais um desabafo sobre o amor.

O mundo têm se tornado um mar de corações partidos.
Pessoas andam desnorteadas por aí, em prol de suas tentativas vazias de amar novamente.
É triste,
é bem triste.
Nos arrastamos por aí com o peito cheio de nuvens cinzas.
Lembro que o conheci, verdadeiramente, em um inverno.
Maldito inverno, nunca foi mais frio que seu próprio coração.
Era como se a neve constante caísse em flocos enormes por cima da minha eterna teimosia.
Eu não sei até que ponto eu o cavei,
mas meus caros, eu encontrei.
Havia um vulcão. Havia calor,
mas como todo humano que se preze, quando encontrei o pote de ouro, já não me servia mais.

D.Rios

Pontos

A que ponto chegamos. Na verdade, vou parar de por vocês no plural de uma realidade que apenas eu vivo.

Já estava na metade desse texto quando ele acabou sumindo, isso me deixou mais deprimida ainda.

Sinto muito por sempre lhe incluir em minhas paranóias sem sentido. Sinto muito pelos dias cinzas, poesias mal escritas, praias cheias, ilusões amorosas ou qualquer coisa.

Malditos dias, malditas séries ruins, malditas bebidas baratos, malditos sejam eles. Todos eles, todos.

A solidão sempre foi inevitável para mim, sim, para mim,

não para nós.

A que ponto cheguei

 

ela, singela

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Consigo senti-la em você,
Sutil, dormente. Gritantes como correntes.
Sonhos esquecidos, cigarros pela metade e algumas garrafas de bebida barata.
Os olhos sempre serão os espelhos da alma, eles disseram-me que devia voltar a dormir.
Eles berraram aos quatro cantos de mim suas ilusões amorosas e corações eternamente quebrados.
Caros, ainda não sabemos amar, mas continuamos nos jogando de penhascos por causa do amor.
Ainda não sabemos voar,
Mas
prometemos que, para sempre vou te amar.
Suas dores eram palpáveis, nada como um grito latente, nada como rostos eternamente fechados.
Me sinto pesada.
Preciso voltar a dormir.

D.Rios

Deleito

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Eu gostaria de poder gritar nas poesias Sabe?

Como se estivesse em um campo minado, Aquele tal de mal amado.

Faltam-me as palavras para descrevê-lo, ínfimo e íntimo.

O grito, o eco sem nexo.

Contento com teu suspiro de prazer. Tenho certeza que os vidros estão embaçados, seu corpo está fadado a se afogar de metade de mim.

Sinfonia de sons abafados consagrando até que o temporal em ti derramasse, Não quis te oferecer um teto ou um pouco de pudor,

Alguns sem para nem quedas jorrariam juras de amor

Eu, tento ao tanto monótona, Gozar em ti minha dor.

 

D.Rios

Luzes Apagadas

A bruma noturna acaba escondendo,

encobre a latente dor,

descobre ao se expor, amor não era nada como falavam com tanto ardor.

Cobre-se como se levantasse muros envolta de si, mas no fundo nunca foi possível.

Não como nuvens de algodão ou diamantes vermelhos,

não como corações sendo colados com beijos e abraços,

não como tudo que é seu pode em um segundo se esvair,

por um momento me iludi, por um segundo respirei e dancei.

Foram dias em que simplesmente amei,

dias esses que tanto, eternamente, desejarei.

Eu estou ficando louca, isso aqui é mais vazio do que o seu próprio coração.

Espírito deslavado, garota desalmada. O escuro foi apurado.

oh céus, sempre carregarei a dor de ser quem sou?

sempre carregarei o amor de quem simplesmente o negou?

eternamente, eu serei mais uma. Mais uma.

Mais uma.

Me perdi na bruma,

bruma da solidão.

 

D.Rios

Uma Bukowski de 16 anos

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As vezes me sinto como o tal velho rabugento, me sinto como uma pessoa com a mente negra e desiludida por tantas tempestades.

O velho estava certo afinal, a vida é um grande balde de merda.

Não todos os dias, admito, mas grande parte dela se resumem em dias cinzas e ridiculamente rotineiros, com olhares pesados, noites de insônia e dores de estômago ( ou sei lá qual seja seu problema).

Está ali, sempre presente, aquela melancolia distante e arrasadora, que derruba dia após dia jovens ou até mesmo o mais forte homem, que deixa-nos debilitados como enfermos prontos para dar o passo final.

Tudo dói, tudo termina mal, tudo começa mal, todos são tão sujos que não consigo acreditar ao menos que exista uma só rua nessa cidade que não tenha um bueiro entupido ou que aja um coração nesse bairro que não tenha sido quebrado.

O amor, dizem eles, é universal, ou pelo menos deveria ser.

Mas as pessoas, esse aglomerado de massas com pernas e cabelos e sem corações, me deixam tão triste.

Nos deixamos tristes afinal, não sabemos viver, não sabemos fazer outro feliz, não sabemos amar, não sabemos  ao menos falar direito, pois, por que é que trocar mensagens com alguém alguma hora acaba em uma decepção grotesca?

Toda aquela patifaria de fingir que não sente, de fingir que é  melhor, de fingir que é mais forte ou até mais fraco quando na verdade no fundo você mesmo, fingidor, só gostaria de alguém que fosse verdadeiro. Que fosse ele mesmo.

Estou exausta, exausta dessa humanidade, exausta da minha própria espécie que aliás, diferente de algumas, não está em extinção.

Ninguém consegue nos extinguir, pois ninguém consegue quebrar mais um coração do que nós mesmos.

 

D.Rios

 

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