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Cúmulo Diário

O ponto mais alto do seu dia.

Sou Oceano.

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Estive pensando.
Será que somos oceano?
As vezes raso, as vezes profundo.
Uns escuros, outros rodeando o mundo.
Essas pessoas tormentosas com suas grandes ondas, bravas e ferozes. São elas oceanos tempestivos?
Essas pessoas que tem um olhar profundo, um coração límpido como as águas azuis do findo mar, serão todas oceanos?
Serei eu um oceano?
Quando meu coração está escuro,
Quando meu coração se ilumina,
Serei um estranho?
Estranho oceano, que vai, mas que sempre volta. Sempre volta diferente.
Serei oceano, quando meus olhos sorrirem e meus labios se abrirem, iluminando as profundezas fazendo se ver do espaço.
Serei oceano também, quando as lágrimas descerem.
E nesse instante, terei certeza do que sou, quando sentir o gosto da pesada lágrima.
Lágrima essa, salgada como oceano.

D.Rios

Post Destacado

Pontos

A que ponto chegamos. Na verdade, vou parar de por vocês no plural de uma realidade que apenas eu vivo.

Já estava na metade desse texto quando ele acabou sumindo, isso me deixou mais deprimida ainda.

Sinto muito por sempre lhe incluir em minhas paranóias sem sentido. Sinto muito pelos dias cinzas, poesias mal escritas, praias cheias, ilusões amorosas ou qualquer coisa.

Malditos dias, malditas séries ruins, malditas bebidas baratos, malditos sejam eles. Todos eles, todos.

A solidão sempre foi inevitável para mim, sim, para mim,

não para nós.

A que ponto cheguei

 

ela, singela

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Consigo senti-la em você,
Sutil, dormente. Gritantes como correntes.
Sonhos esquecidos, cigarros pela metade e algumas garrafas de bebida barata.
Os olhos sempre serão os espelhos da alma, eles disseram-me que devia voltar a dormir.
Eles berraram aos quatro cantos de mim suas ilusões amorosas e corações eternamente quebrados.
Caros, ainda não sabemos amar, mas continuamos nos jogando de penhascos por causa do amor.
Ainda não sabemos voar,
Mas
prometemos que, para sempre vou te amar.
Suas dores eram palpáveis, nada como um grito latente, nada como rostos eternamente fechados.
Me sinto pesada.
Preciso voltar a dormir.

D.Rios

Deleito

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Eu gostaria de poder gritar nas poesias Sabe?

Como se estivesse em um campo minado, Aquele tal de mal amado.

Faltam-me as palavras para descrevê-lo, ínfimo e íntimo.

O grito, o eco sem nexo.

Contento com teu suspiro de prazer. Tenho certeza que os vidros estão embaçados, seu corpo está fadado a se afogar de metade de mim.

Sinfonia de sons abafados consagrando até que o temporal em ti derramasse, Não quis te oferecer um teto ou um pouco de pudor,

Alguns sem para nem quedas jorrariam juras de amor

Eu, tento ao tanto monótona, Gozar em ti minha dor.

 

D.Rios

Luzes Apagadas

A bruma noturna acaba escondendo,

encobre a latente dor,

descobre ao se expor, amor não era nada como falavam com tanto ardor.

Cobre-se como se levantasse muros envolta de si, mas no fundo nunca foi possível.

Não como nuvens de algodão ou diamantes vermelhos,

não como corações sendo colados com beijos e abraços,

não como tudo que é seu pode em um segundo se esvair,

por um momento me iludi, por um segundo respirei e dancei.

Foram dias em que simplesmente amei,

dias esses que tanto, eternamente, desejarei.

Eu estou ficando louca, isso aqui é mais vazio do que o seu próprio coração.

Espírito deslavado, garota desalmada. O escuro foi apurado.

oh céus, sempre carregarei a dor de ser quem sou?

sempre carregarei o amor de quem simplesmente o negou?

eternamente, eu serei mais uma. Mais uma.

Mais uma.

Me perdi na bruma,

bruma da solidão.

 

D.Rios

Uma Bukowski de 16 anos

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As vezes me sinto como o tal velho rabugento, me sinto como uma pessoa com a mente negra e desiludida por tantas tempestades.

O velho estava certo afinal, a vida é um grande balde de merda.

Não todos os dias, admito, mas grande parte dela se resumem em dias cinzas e ridiculamente rotineiros, com olhares pesados, noites de insônia e dores de estômago ( ou sei lá qual seja seu problema).

Está ali, sempre presente, aquela melancolia distante e arrasadora, que derruba dia após dia jovens ou até mesmo o mais forte homem, que deixa-nos debilitados como enfermos prontos para dar o passo final.

Tudo dói, tudo termina mal, tudo começa mal, todos são tão sujos que não consigo acreditar ao menos que exista uma só rua nessa cidade que não tenha um bueiro entupido ou que aja um coração nesse bairro que não tenha sido quebrado.

O amor, dizem eles, é universal, ou pelo menos deveria ser.

Mas as pessoas, esse aglomerado de massas com pernas e cabelos e sem corações, me deixam tão triste.

Nos deixamos tristes afinal, não sabemos viver, não sabemos fazer outro feliz, não sabemos amar, não sabemos  ao menos falar direito, pois, por que é que trocar mensagens com alguém alguma hora acaba em uma decepção grotesca?

Toda aquela patifaria de fingir que não sente, de fingir que é  melhor, de fingir que é mais forte ou até mais fraco quando na verdade no fundo você mesmo, fingidor, só gostaria de alguém que fosse verdadeiro. Que fosse ele mesmo.

Estou exausta, exausta dessa humanidade, exausta da minha própria espécie que aliás, diferente de algumas, não está em extinção.

Ninguém consegue nos extinguir, pois ninguém consegue quebrar mais um coração do que nós mesmos.

 

D.Rios

 

Quedas

As vezes é como um mar aberto, como navegar em ondas que jamais serão vistas por ninguém.

A tristeza não é algo simples de ser sentido, como a maioria deduz, ela vem de uma grande reflexão filosófica pessoal levando em conta todas suas tempestades diárias. Não é simplesmente sentar em um canto da casa, deixando as lágrimas correrem e pensar no quanto a vida é horrível, para você ou para o resto de toda humanidade.

Quem não sabe sentir a tristeza não consegue ao menos entender o que digo, muito menos se por no lugar do seu irmão que sofre.

As pessoas sofrem desse grande mal, dessa falta enorme de empatia, dessa falta enorme de amor para dar, ou talvez seja uma falta enorme de tudo, não?

De qualquer forma, todos sabemos das brechas que se encontram em nossos peitos, dos nossos breus particulares ou universos que de forma alguma imaginamos em compartilhar. Todos temos lados que não conseguimos ou não gostaríamos de mostrar para qualquer pessoa.

Há vezes que você irá mostrar esse tipo de coisa para a pessoa errada, e se não aconteceu ainda, desculpe o pessimismo mas provavelmente ainda irá acontecer então preserve-se, de verdade.

É uma grande dor, sabe. Mais uma pra grande gama de gritos dados em um vácuo distante, que quebra todas as taças dentro de ti.

Entende como não é só falar de tristeza?você não pode ignorar o resto do iceberg, nem fingir que está tudo bem.

É preciso saber sentir. É saber vivê-la, saber vence-la.

D.Rios

Afinal onde estará?

IMG_20161212_192455-1.jpgTenho pensado, refletido.
Nas minhas viagens interespaciais, inter qualquer coisa.
Minha mente flutuou nos olhos daquele que já adorei, que já amei…
Meus olhos cruzaram os dele, e eu finalmente senti saudades.
Sinceramente, cheguei a conclusão que tudo se resume em procurar o grande amor da sua vida, o que explica o fato de quando você o encontra ficar tão perdido. Já não há mais um objetivo.
Sabe, essa mania, esse vicio por uma procura incessante, essa rotina matadoura de levantar todos os dias e simplesmente saber que não existe algo que te transborde. É como mil agulhas transpassando diáriamente cada coração humano.
Não é como se não fosse um milagre.
É como uma dança, se você não encontra sua sintonia, você não aprende a dançar, logo não aprendeu a amar.
Mas como diabos eu vou aprender a amar sem ter alguém para amar?
Acho que essa é a graça. Essa dor leve da solidão, que nos molda todos os dias para sermos, sozinhos, pessoas mais sadias.
É como se você pusesse seu coração na mão de alguém, e nunca tivesse ideia do que esse alguém fará com ele.
Me sinto frustrada enfim.
Acho que amar não é mais uma doença como dizia Buckowski,
é uma raridade.

D.Rios

No fim beije-me.

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Sempre achei interessante ver estrelas em um olhar,
quando a pessoa não desvia, quando em mim mergulha.
Sempre achei lindo ver acender devagar, como uma pequena fagulha. Quando brilha.
Sempre acharei incrível ver o sorriso se abrir, a brisa subir e nisso tudo sumir.
Sem querer, me apeguei nesses detalhes, nessas ocasiões singelas, nos sinais.
Uma hora deverei achar que penso demais.
Não pode ser que, jamais, em toda finda vida, alguém seja completamente infeliz.
Nada é tão obscuro que você não possa ver um pequeno feixe de luz,
Aquele olhar.
Era como meu lar
Era como meu lar.
Ei, eu vou me deitar.
Cansei desses prédios sem fim, desses gritos enfim.
Ponha um Dylan para tocar, deixe qualquer som rolar.
Por tudo, me ajude a parar de pensar.
Me ajude a parar de pensar.
Só acho que deverias me beijar.

D.Rios

Você precisa Sentir…

IMG_20161009_055348.jpgTão lindo quando encontramos pessoas que exalam evolução,
aquele conjunto de células que só emanam luz, que te fazem sorrir só por estar dividindo o mesmo tempo e espaço com esses seres que vagam aleatóriamente por aí.
Acho que nunca devemos parar de buscar o próprio equilibrio,
de que vale buscar dinheiro ou “coisas” por toda vida?
do que vale tudo isso que você almeja se não puder olhar para isso e saber qual é o seu real valor?
busco me preencher todos os dias de coisas que na verdade não são coisas.
Sabe o que eu mais amo?
Tudo. Porque o tudo é simplesmente lindo, não é findo, é como um colorido limbo. Sem final. Sem nada banal.
Tuas coisas são banais.
Desiguais, desnaturais.
Eu corro nessa estrada, vendo essas árvores enormes sem raízes,
eu continuo buscando,
está tudo aqui, sempre estará tudo aqui dentro.
Aí dentro de ti.
É como se essa realidade, a verdadeira inimaginável realidade, fosse demais para mim admirar
Olhe onde chegamos, desigualdades reais, belezas sobrenaturais, máquinas demais.
De que vale tudo isso?
de que vale tudo isso se eu ao menos posso sentar num fim de tarde, olhando a imensidão do mar, sentindo o vento minha alma levar?
de que vale tudo isso, quando você não sabe sentir?

D.Rios

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